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Exposição 5 | ÁFRICA'10

ÁFRICA'10
FREDERICO FERNANDES
fotografia da natureza
Angola | Nabímia | África do Sul


Galeria Espaço Artever
de 10 de Setembro a 10 de Outubro de 2011



FREDERICO FERNANDES

Designer gráfico
Lisboa, 1970
Com formação académica na Escola António Arroio e FUNDETEC (Curso Técnico-Profissional de Design e Imagem por Computador).
Tem um percurso profissional em várias agências de publicidade, empresas de design e marketing directo. Actualmente é Director Criativo na Loft Works, agência de custom publishing, em Barcelona.
Desde muito jovem amante da fotografia é com o aparecimento do digital que se consolida como fotógrafo amador e, desde 2003, com maior dedicação à fotografia de natureza e vida selvagem.
Participou em inúmeras exposições colectivas.
No seu sítio da internet, nostressphoto.blogspot.com, apresenta o seu percurso fotográfico mais recente.
É ainda co-fundador do projecto Wildlife Moments com mais três outros fotógrafos que partilham a mesma paixão.
Recentemente e por motivos profissionais, trabalhou dois anos em Angola o que lhe permitiu alargar o leque temático da fotografia a outras paisagens, outros animais e, outras cores e ambientes. Oportunidade que não desperdiçou alargando o percurso à África do
Sul e à Namíbia. A experiência, de tão fascinante, já lhe criou a vontade de a alargar a outros países africanos nomeadamente ao Botswana, Zâmbia, Moçambique, Quénia...



A África está no imaginário de todos nós. Mas por razões diversas. Os que a vivenciaram fisicamente, uns de forma intensa por lá terem nascido, outros de forma mais fugaz por terem lá vivido pouco tempo; os que lá não viveram mas ouviram histórias de alguém próximo que por lá esteve e os que sentem África pelas diversas narrativas comuni-cacionais. Temos todos, na ideia, o espaço que nunca mais acaba; as cores fortes e vibrantes; o pôr-do-sol laranja e vermelho intenso; os verdes, do verde seco passando pelo verde água e acabando no verde-esmeralda; os negros, das noites escuras e das noites estreladas; os amarelos e ocres dos climas quentes e secos; os azuis dos dias claros e das águas cálidas… Em todos há a África quente; a África das texturas; a África do exótico; a África das flores, dos frutos, das florestas, das savanas, dos desertos. A África dos animais: dos pássaros, das borboletas; das zebras a preto e branco; dos leopardos e das chitas das pintas; dos elefantes, dos hipopótamos e dos rinocerontes enrugados; dos búfalos possantes; das palancas, dos gnus e das impalas elegantes; dos crocodilos e doutros répteis ameaçadores; das hienas risonhas; dos leões poderosos; dos primatas brincalhões; dos insectos estranhos…
É neste contexto que as fotografias, que Frederico Fernandes apresenta nesta exposição, serão vivenciadas por todos os que tiverem a possibilidade de contactar com a sua obra. Os seus trabalhos estão impregnados da África dos bichos e dos sítios. Nesta exposição a única gente que se pressente é o autor por detrás da sua câmara fotográfica. A África que nos quer dar a conhecer valoriza o espaço e os seres vivos próximos do estado primordial. As obras que Frederico Fernandes nos apresenta devem ser olhadas e vistas. Olhar não chega. Para se ver é necessário apelar a todos os sentidos. Até nos arrepiarmos. Estes trabalhos só podem ser completamente vividos se nos emocionarmos. E nós ficámos rendidos ao modo como o autor nos provoca, prende e sufoca: a crueza dum insecto arrepiante como ser de outro planeta; a delicadeza das aves poisadas no dorso de um búfalo; a folhagem espelhada num plano de água; a montanha vermelha como uma ruga na imensidão do espaço; o leopardo atento a um qualquer acaso, ilustram a vontade que o autor tem em apelar aos nossos nervos e ao nosso corpo para que possamos, também, sentir e fazer parte desta viagem pelo seu imaginário.
Amadora, Setembro de 2011 | José Mourão
Inauguração:


Exposição 4 | Campo. 2 Olhares


JOSÉ VIDAL [fotografia]
FERNANDO VIDAL [pintura]
Galeria Espaço Artever
de 18 de Junho a 18 de Julho de 2011



Campos mais vastosFernando Vidal volta a expor no Espaço Artever mas desta vez em companhia. Participa numa dupla com o filho, José Vidal.
Sendo esta exposição um projecto a dois não é um projecto dos dois. São sim dois projectos num espaço onde se encontram os dois. Quando se afirma ser um projecto a dois queremos dizer que os autores encontraram um “campus” que mais não é que a visão (dito por eles – 2 olhares) de cada um sobre o tema – o campo.
No trabalho que cada um vai realizando separadamente, se se denota alguma contaminação será na cor. Há algumas coincidências que se podem reconhecer mas num plano não visível. Isto eventualmente poderá radicar no convívio comum que têm. Coisas de pai e filho.
Voltando às obras de Fernando Vidal torna-se mais uma vez visível o
encantamento que tem pelo espaço campestre. Estas obras foram iniciadas em 2007, quando da realização de um conjunto de trabalhos sobre o Alentejo, e têm vindo a ser resolvidas ao longo dos últimos anos. De forma sensata não poderemos dizer que se trata de representações fiéis de campos ou de flores que se encontram insinuadas em todas as nove obras agora apresentadas. Notamos, antes, tratarem-se de apontamentos formais em obras informais e com carga abstratizante. Se observarmos com um pouco mais de atenção sente-se o sopro de um vento que ondeia o que não sabemos: Campos de forragem ondulante numa primavera Alentejana? Espelhos de água despertados por divindades do vento? Ou, simplesmente, tinta esvoaçante?
Se tentarmos encontrar uma morfologia do campo podemos sentar-nos e esperar. Talvez se encontre, antes, uma gramática da pintura: o ponto; a linha; a mancha; a textura; a cor; o espaço; a superfície e um tanto mais distante o volume. Todos estes ingredientes contribuem para que tenham sido confeccionadas nove telas/teia onde só se pressente o seu executante na comparação com a lírica apresentada em trabalhos anteriores. Nestes trabalhos há como que um campo cantado num despique e de improviso. Falando de limites podemos dizer que no limite dos limites destes trabalhos só o suporte os condiciona. Se observarmos com mais cautela verificamos que estas obras são como que um pormenor de campos mais vastos. E coincidência das coincidências, não é que se sente o mesmo nas fotografias de José Vidal. Coisas de pai e filho.
Amadora, Junho de 2011
José Mourão









Quando convidei o meu filho José a expor comigo na apresentação desta série de 9 pinturas sobre o campo (Alentejo) apenas lhe pedi que estas nos mostrassem o seu modo de o olhar.


‘’Olhar o campo’’

A fotografia de José Vidal reflecte muito da sua personalidade, da maneira de ser e de estar na vida e, de como se envolve com a sociedade.
Atento. A objectiva da sua câmara fotográfica, capta esse seu modo de estar. As suas escolhas mostram a particularidade do seu “olhar”.
Preocupado. A Terra e a forma como o Homem se envolve com a Natureza, são uma das suas motivações e paixões. Para si a paisagem é um todo. Mesmo quando esse todo se limita a um único pormenor.
Exigente. Procura nestas suas fotografias que se sinta o vento e se oiçam os silêncios. Que se recordem os cheiros e se repouse a vista e o coração.
Insatisfeito. Tem sempre mais uma fotografia para tirar e quando acaba tem sempre menos uma que pretendia ter.
 

Mas sobretudo para mim o José é um excelente ser humano. Mas isto sou eu a dizer, que sou seu pai.

Um muito orgulhoso, pai.

Fernando Vidal





Inauguração:




Exposição 3 | Fantogramas


FILIPE REGO
Galeria Espaço Artever
de 21 de Maio a 14 de Junho de 2011

Na dimensão das imagens As imagens dos sonhos avivam-nos a realidade. As imagens 3D de Filipe Rego confirmam-nos a realidade dos sonhos. Ao olhá-las e ao vê-las permite-nos participar das coisas apresentadas. Estas obras não são só representação. São sobretudo presenças. Presenças que nos assombram, que nos fascinam, que nos obrigam a ser parte integrante do seu espaço. Quando vistas na horizontal, estas imagens, imergem como lava de vulcão. Quando vistas na vertical surgem-nos como algo que nos toca ou que nos pede para que as toquem. As imagens que se libertam da bidimensionalidade deixam de ter tamanho. Deixam de ser mensuráveis. Deixam de ser palpáveis. E passam a ser, também, construídas por quem as vê. Passam a ser comparticipadas.
Nestas obras pouco importa o tema. Uma paisagem, um animal, uma natureza morta, uns braços ou qualquer outro assunto. O que importa é o modo como, o autor, encara e enquadra esses temas.
A terceira dimensão ao ser vivenciada fixa-nos a um universo encantado onde as coisas aparentemente banais se transformam em coisas únicas. E o causador, de tudo isto, não é a técnica; não é a máquina, é sim, o olhar de Filipe Rego munido de décadas de experiência na dimensão das imagens espaciais.
Amadora, Maio de 2011 | José Mourão

Inauguração: